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2026
A Corrosão do Capital
Tinta acrílica sobre caixa de madeira com tampa de vidro e aplicações de moedas de diversos países, chave antiga enferrujada, cordão de algodão, adesivo jateado, papelão, fita durex, papel alumínio
27 x 21 x 7 cm
Colecionar moedas é uma tradição que permanece há três gerações em minha família. Talvez tenha sido nesse gesto que nasceu meu fascínio pelo colecionismo como forma de preservar histórias escondidas por trás de cada objeto. Gosto de reunir, organizar e classificar moedas nacionais e internacionais, percebendo em cada uma delas fragmentos da história, dos valores, das riquezas e do poder de seu país de origem.
Também me interessa a transformação que o tempo provoca no dinheiro. A corrosão do metal e a substituição das moedas revelam como aquilo que um dia foi tão cobiçado, protegido e utilizado para realizar sonhos ou necessidades pode, com o passar dos anos, perder seu valor de circulação.
Dessa reflexão nasce a obra: uma ressignificação de algo que um dia foi tão valorizado, buscando preservar e eternizar sua história.
A caixa de madeira recebe as cores dos metais preciosos, enquanto as moedas repousam sobre uma almofada de papel-alumínio, que representa tanto a fragilidade quanto o brilho ilusório do dinheiro. A obra propõe uma reflexão sobre a relação que estabelecemos com ele: a importância de sabermos utilizá-lo sem permitir que sejamos conduzidos por seu valor.
Nos detalhes das moedas, destaco ora as riquezas e forças de cada nação, ora as cores de suas bandeiras, revelando como cada pequeno objeto carrega consigo uma história muito maior.
Fotos: Paulo Pereira

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